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Pai é denunciado por sequestro, feminicídio e ocultação de cadáver de filha adolescente achada morta

Polícia localiza corpo de jovem desaparecida em SC no RS O pai de Isabela Miranda Borck, de 17 anos, encontrada morta após ficar 45 dias desaparecida em Itaja...

Pai é denunciado por sequestro, feminicídio e ocultação de cadáver de filha adolescente achada morta
Pai é denunciado por sequestro, feminicídio e ocultação de cadáver de filha adolescente achada morta (Foto: Reprodução)

Polícia localiza corpo de jovem desaparecida em SC no RS O pai de Isabela Miranda Borck, de 17 anos, encontrada morta após ficar 45 dias desaparecida em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi denunciado por sequestro, feminicídio e ocultação de cadáver. A ação foi apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), e o nome do denunciado não foi divulgado pelo órgão. Na denúncia, o MPSC pede que o homem seja julgado em tribunal do júri e que seja paga ao restante da família da adolescente uma indenização mínima de R$ 100 mil. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Adolescente achada morta foi homenageada em formatura O corpo da adolescente foi encontrado em 16 de janeiro, em uma área de mata em Caraá (RS), cidade a mais de 470 quilômetros de Itajaí, onde ela havia sido vista pela última vez. O pai, suspeito do crime, havia sido preso em dezembro após fugir para Maracaju (MS). Isabela Miranda foi encontrada morta após desaparecer em SC Redes sociais/ Reprodução Denúncia indica que pai matou filha por vingança A denúncia descreve que a adolescente foi retirada de casa, em Itajaí, na madrugada de 30 de novembro de 2025. Segundo o MPSC, o pai usou um dispositivo de eletrochoque para ameaçar e dominar a filha antes de colocá-la em um veículo e levá-la a um local ermo na zona rural do município. Entre a madrugada de 30 de novembro e 1º de dezembro, o homem teria matado a filha. O pai da adolescente de 17 anos teria matado Isabela por vingança após ter sido condenado por estuprá-la. A denúncia aponta ainda o emprego de meio cruel e de recursos que dificultaram a defesa da vítima, como a imobilização com abraçadeiras plásticas e a utilização de fita adesiva. Após ter matado a filha, o homem levou o corpo até um sítio dele próprio, em Caraá, no Rio Grande do Sul. No local, ele escondeu os restos mortais da adolescente em uma valeta em área de mata fechada, cobrindo com lona e pedras. Natural de Jaraguá do Sul, no Norte do estado, Isabela morava em Itajaí com a mãe e o irmão e tinha acabado de concluir o ensino médio. O que disse o investigado? Em depoimento à Polícia Civil, o homem, que estava morando em Caraá (RS) na época do desaparecimento, disse que foi até a casa da vítima em Itajaí, após a condenação, para sequestrar a filha e a mãe dela para o Rio Grande do Sul e entender por que estava respondendo àquele processo. "Ele queria encontrar tanto a mãe da adolescente como a adolescente para esclarecer aquilo que, na fala dele, teria sido uma injustiça — ou seja, uma condenação que havia sido publicada há uma semana, aproximadamente, antes desse desaparecimento da adolescente", esclareceu o delegado Roney Péricles. Quando chegou à casa onde a vítima morava com a mãe e o irmão, no entanto, acabou desistindo de levar a mulher. "Segundo ele, enquanto ele estava ali observando o movimento da casa, viu que a mãe havia saído para trabalhar". A menina teve as mãos amarradas, segundo o depoimento, e foi levada de carro para o Rio Grande do Sul. Consta no depoimento que, ao chegar na casa, localizada na cidade de pouco mais de sete mil habitantes e envolta por vegetação densa (veja foto abaixo), a menina teria conseguido abrir a porta do veículo, mesmo com as mãos amarradas, e corrido para a região de mata. "Ele ficou procurando por ela e, após horas a procurando, na região da mata, ele teria encontrado ela caída em uma espécie de rua intermitente, onde havia uma cavidade um pouco maior. E aí, segundo ele, encontrou ela naquela região já sem vida", afirmou o delegado. Corpo foi encontrado em uma área de mata em Caraá (RS) Polícia Civil/ Divulgação "Nesse momento, ele disse que se desesperou, não sabia o que fazer porque todos iriam acusá-lo pela morte. E diante disso ali ele teve a ideia de colocar, de encobrir ali o corpo com pedras", continuou. De acordo com a polícia, o suspeito teria posicionado as pedras para bloquear qualquer visão do local. "Verificamos que ficou uma coisa realmente muito bem executada no sentido de buscar ocultar o corpo da vítima", informou. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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