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Operação em SP e SC mira grupo chinês ligado ao PCC por lavar R$ 1,1 bilhão na venda de eletrônicos

Operação mira máfia chinesa ligada ao PCC acusada de lavagem na venda de eletrônicos Uma operação conjunta da Polícia Civil, Ministério Público (MP) e ...

Operação em SP e SC mira grupo chinês ligado ao PCC por lavar R$ 1,1 bilhão na venda de eletrônicos
Operação em SP e SC mira grupo chinês ligado ao PCC por lavar R$ 1,1 bilhão na venda de eletrônicos (Foto: Reprodução)

Operação mira máfia chinesa ligada ao PCC acusada de lavagem na venda de eletrônicos Uma operação conjunta da Polícia Civil, Ministério Público (MP) e Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento de São Paulo é realizada nesta quinta-feira (12) contra uma organização criminosa chinesa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeita de lavar dinheiro e ocultar bens com a venda de produtos eletrônicos. Ao menos R$ 1,1 bilhão foram movimentados e lavados em apenas sete meses, de acordo com as autoridades que coordenam a Operação Dark Trader. O objetivo da quadrilha com a lavagem de dinheiro era sonegar impostos e driblar órgãos de controle. O alvo da operação foi o grupo Knup Brasil, empresa chinesa que atua há 20 anos no Brasil comercializando equipamentos, como computadores etc. A TV Globo tenta contato com o grupo para comentar o assunto. A Justiça paulista autorizou o cumprimento de três mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em São Paulo e Santa Catarina. As vendas de produtos eletrônicos eram feitas pela plataforma de comércio online do grupo Knup Brasil, mas usava contas de empresas de fachada para receber os valores dessas vendas. O esquema também envolvia a emissão denotas fiscais frias, com valores menores, por outro grupo de empresas de fachada. Operação Dark Trader Operação em SP mira organização chinesa ligada ao PCC acusada de lavagem na venda de eletrônicos Reprodução/TV Globo A Operação Dark Trader, conta com mais de 140 agentes das forças de segurança e de fiscalização do estado. Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) tentam cumprir três mandados judiciais de prisão e 20 de busca e apreensão em São Paulo e em Santa Catarina. Até a última atualização desta reportagem, um dos alvos foi preso pelas autoridades. Ele é membro do PCC e dono de duas empresas de fachada usadas para participar do esquema criminoso. O homem já tinha passagens criminais anteriores por tráfico de drogas, roubo e receptação. O grupo usava membros de facções criminosas como sócios de fachada e beneficiários de imóveis de alto valor com o objetivo de blindar o seu patrimônio. Os outros dois procurados são um dos donos do grupo Knup e uma funcionária. De acordo com a investigação, eles participavam do envio de vultosos valores às empresas fictícias, coordenando a emissão de notas fiscais frias e a redistribuição do dinheiro. Contadores ligados ao grupo operaram para formalizar os documentos e fragmentar os valores. Ao todo, 32 pessoas são investigadas, sendo 18 pessoas e 14 empresas são investigadas. Durante o cumprimento dos mandados, a policia apreendeu computadores, equipamentos eletrônicos e quatro carros de luxo. A Justiça também bloqueou 36 contas bancárias atribuídas à organização, com valores equivalentes a R$ 1 bilhão. Promotores do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP) do MP de São Paulo conseguiram o sequestro judicial desse valor do grupo criminoso, incluindo ao menos R$ 25 milhões em imóveis de luxo, automóveis de alto padrão, dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras. Segundo as autoridades, a organização criminosa utilizava engenharia financeira complexa para desviar e pulverizar recursos, dificultando o rastreamento. Em resumo, o esquema funcionava da seguinte maneira: As vendas eram realizadas por uma empresa principal do grupo; Os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada; Notas fiscais frias eram emitidas por terceiros; As contas funcionavam como “contas-balde”, destinadas a concentrar valores; Posteriormente, os recursos eram pulverizados em contas de terceiros e “laranjas”. Carros de luxo apreendidos na operação que envolve organização chinesa e PCC Divulgação/Polícia Civil de SP Agentes da força-tarefa participam de operação contra lavagem de dinheiro Divulgação/Polícia Civil de SP

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