Arco e flechas, controle de videogame e TV: CPF de gaúcha desaparecida foi usado para compras online
Polícia Civil investiga sumiço de mulher que mora no Norte da Ilha, em Florianópolis As investigações sobre o sumiço da corretora de imóveis Luciani Apar...
Polícia Civil investiga sumiço de mulher que mora no Norte da Ilha, em Florianópolis As investigações sobre o sumiço da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, apontam que o CPF da vítima foi usado para fazer compras pela internet. Entre os itens adquiridos estão dois arcos de balestra (uma espécie de arma com um arco de flechas), um controle de videogame e uma TV. O desaparecimento de Luciani foi registrado na segunda-feira (9). Na quarta (11), o corpo de uma mulher com as características da corretora foi achado. Um dia depois, Ângela Maria Moro foi presa por receptação, já que os itens comprados com o nome da vítima foram achados na pousada em que a suspeita se apresenta como responsável. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Em depoimento na delegacia, a mulher negou qualquer envolvimento com o desaparecimento de Luciani. Ângela disse também a que os itens achados em um apartamento desocupado no local após o pedido de um inquilino. O g1 não conseguiu acesso à defesa da suspeita. "Os policiais civis localizaram malas cheias de pertences, além de outros objetos adquiridos, tais como 2 arcos balestra, controle de vídeo game e uma televisão", detalhou o documento de audiência de custódia. A Polícia Civil não repassou detalhes do caso, mas disse que ao longo desta sexta-feira (13) irá divulgar novas informações sobre o desaparecimento da corretora. Como a polícia achou itens? Segundo documentos em que a NSC TV teve acesso, a Polícia Civil descobriu que o CPF da vítima foi usado para compras na internet e, com isso, passou a monitorar os endereços de entrega dos produtos, todos localizados em Florianópolis. Durante o monitoramento, na quarta-feira (11), os policiais abordaram um adolescente de 14 anos que buscava algumas das encomendas. Ao ser questionado, o rapaz afirmou que os produtos seriam destinados ao irmão, um homem maior de idade. Com base nesse relato, os agentes foram até a pousada, onde encontraram Ângela, que se apresentou como responsável pelo local. Em um dos apartamentos, além dos produtos comprados com o CPF da vítima, foram achadas duas malas com pertences da corretora. O carro da corretora, um HB20, também foi estava no local. Depoimentos também indicaram que objetos da vítima teriam sido escondidos e que houve tentativas de dificultar o trabalho da polícia. Para o Ministério Público, os fatos apontam que o caso vai além de um crime patrimonial. Quem é a corretora de imóveis gaúcha desaparecida em Florianópolis Luciani Aparecida Estivalet Freitas está desaparecida em Florianópolis Redes sociais/ Reprodução LEIA MAIS: VÍDEO mostra apartamento de gaúcha após desaparecimento em Florianópolis 'Pesso' e 'precionando': erros de português levaram família a registrar sumiço Família desconfiou do sumiço de gaúcha após ela não parabenizar mãe Erros gramaticais levantaram suspeita Segundo Matheus Estivalet Freitas, irmão de Luciani, a mulher mora sozinha e mandava mensagens todos os dias para a família. O último contato com ela ocorreu em 4 de março. Na segunda-feira, no entanto, após receber mensagens suspeitas enviadas pelo celular da corretora, e com erros gramaticais, a família decidiu registrar o desaparecimento Em uma delas, Luciani diz que está bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado (veja abaixo). De acordo com o irmão, Luciani atua como corretora e administradora de imóveis na praia do Santinho, área turística no Norte da Ilha. Mensagem suspeita acendeu alerta à família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, desaparecida em Florianópolis Arquivo pessoal VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias